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terça-feira, 29 de junho de 2010

Para entrar na casa do "Tio Sam"

“A primeira dificuldade é tirar o visto, pois depois do “11 de setembro”, as coisas ficaram bem mais rigorosas”. Schirley Barboza 27, viajou para os Estados Unidos em dezembro de 2007, seis anos após os ataques terroristas, para estudar inglês. “Nos aeroportos você passa por muita vistoria, só para se ter uma idéia, passei por três detectores de metal e duas entrevistas, antes de sair da sala de desembarque e entrar no saguão do aeroporto”. A advogada fala que achou a segurança um tanto exagerada, “você em alguns momentos se sente desconfortável”.

Em setembro de 2001 no dia dos ataques, Schirley era estagiária de um escritório de advocacia na capital paraibana. Ela estava no trabalho, em uma sala com seu chefe, quando outro advogado entrou assustado levando a notícia,”naquele momento o escritório parou, todos ficaram perplexos, diante do que víamos na TV”. Hoje a advogada diz que não pensou muito no assunto quando decidiu viajar, mas ao chegar aos Estados Unidos e se deparar com todo o esquema de segurança a pergunta que lhe veio a mente foi ,“será que sempre foi assim?”.

Foto: Divulgação
SCHIRLEY (à esq.) com uma amiga, em West Palm Beach, na Flórida.



Postado por Suelen Barboza.

Ele cheirava a petróleo antes da invasão ao Iraque

Dick Cheney, vice-presidente do governo Bush de 2001 a 2009, possuía uma relação direta com a mais poderosa empresa de peças para a indústria petrolífera do mundo, antes mesmo da invasão do Iraque pelos Estados Unidos, a Halliburton. Atuando como presidente do conselho e diretor executivo da empresa de 1995 até 2000, Cheney chegou a declarar rendimentos de 36 milhões de dólares só em 2000, ano em que deixou a empresa e se tornou vice-presidente dos Estados Unidos.
foto: Divulgação
Vice-presidente dos EUA (de 2001 a 2009), Dick Cheney.


Em 2003, com a invasão do Iraque a Halliburton conseguiu vários contratos sem licitação com o governo americano. Contratos esses descritos como prestação de serviço, para apagar incêndios em poços de petróleo durante a guerra, porém o contrato incluía também “operação e distribuição de produtos”, o que significa extração e distribuição de petróleo.

Só para se ter uma idéia, o lucro alcançado pela empresa com a guerra no Iraque fez com que houvesse um aumento de 30% em sua receita já em 2003, o que significou US$ 16 bilhões. No ano seguinte as coisas só melhoraram, faturando 80% a mais do que o ano passado, logo no primeiro semestre de 2004.

Mas, alguém já sabia disso tudo. A Halliburton é a única empresa citada por Osama Bin Laden, em uma fita de 2004, em que ele afirma que “esta é uma guerra (no Afeganistão), que beneficia as grandes empresas com milhões de dólares”.

Fica difícil não imaginar a ligação de Cheney com todas essas facilidades, até mesmo o FBI chegou a investigá-lo por irregularidade em contratos dados sem licitação pelo Departamento da Defesa à Halliburton no Iraque.



Postado por Suelen Barboza.

segunda-feira, 28 de junho de 2010

John Ascroft, o inquisitor da era Bush

Foto: Divulgação
Após o 11 de setembro, o governo Bush declarou guerra ao terrorismo. No decorrer desta guerra os Estados Unidos instaurou um sistema de caça a bruxas, com o decreto patriota igual à Inquisição da Idade Média, mas quem foi o responsável direto por um sistema de perseguição que incluía essas diretrizes:

• Criação de tribunais secretos para julgar e condenar as pessoas suspeitas de ser, poder ser ou querer ser terroristas.
• Faculdades Arbitrárias do Executivo para decidir quem vai ser julgado pelos tribunais ad hoc ( arbitrário, anticonstitucional).
• Celebração de julgamentos secretos em alto-mar ou em bases militares como Guantánamo, Cuba.
• Abolições de jurados e sua substituição por comissões de oficiais das Forças Armadas.
• Supressão do direito do acusado de se comunicar com seus advogados.
• Revogação do princípio de que toda pessoa é inocente até que se prove o contrário, em favor do princípio de culpabilidade e, em conseqüência, da responsabilidade do acusado de provar que é inocente.
• Advogados defensores impostos pelo tribunal, sem consulta ao acusado.
• O acusado e seus advogados não terão acesso aos documentos da acusação.
• A culpabilidade não exigirá, como estabelece o direito vigente, provas “além de qualquer dúvida razoável”.
• Bastará a decisão majoritária e discricional dos juízes militares.
• Não haverá direito a apelações.

Foi o procurador geral da justiça dos Estados Unidos de 2001 a 2005, nomeado por Bush, John Ascroft. Mas, o interessante é a história política de Ascroft, inimigo declarado dos homossexuais, da igualdade de educação, no emprego e nas oportunidades. Ele impediu o acesso de juízes negros à magistratura em seu Estado, o Missouri, e apoiou a Universidade Bobby Jones, que pune qualquer tipo de relacionamento seja social ou amoroso entre negros e brancos. Em novembro de 2004, na reeleição de Bush, Ashcroft anunciou sua renúncia, que entrou em vigor em 03 de fevereiro de 2005. Sua carta-renúncia escrita a mão, afirmou: "O objetivo de garantir a segurança dos americanos contra o crime e o terror foi alcançado."


Postado por Suelen Barboza

segunda-feira, 21 de junho de 2010

Censura do governo norte-americano




Foto: Divulgação

 Imagem censurada nos EUA para evitar o pânico

Todos nos lembramos dos ataques terroristas do “11 de setembro”. Mas, com certeza, o que chega automaticamente às nossas mentes, quando alguém comenta sobre o assunto, é a queda das torres gêmeas.

Durante o ano de 2001, as imagens mais divulgadas nos meios de comunicação foram aquelas em que dois aviões Boeing 767 da American Airlines atingiram as duas principais torres do complexo Word Trade Center. Por muito tempo, os americanos viveram na sensação de um possível novo ataque terrorista. A imagem acima, que mostra um homem se jogando de uma das torres gêmeas no momento do ataque, foi censurada pelo governo americano, sob a alegação de que sua divulgação poderia aumentar a onda de pânico já existente.

Mas é claro que não se tratava apenas disso. Após o “11 de setembro”, como são chamados até hoje os ataques terroristas, os Estados Unidos se preparavam para entrar em uma guerra contra o terror, assim denominada pelo então presidente George W. Bush. Sendo assim, divulgar a foto de um americano pulando de uma as torres seria demonstrar covardia por parte do povo americano.

Em nome da guerra instaurada, muita coisa foi censurada pelo governo americano. A imagem acima é apenas um exemplo disso.


Por Suelen Barboza.

Da realidade pras telonas

A arte imita a vida e com o atentados do 11 de setembro não poderia ser diferente. Vários filmes foram lançados abordando o tema, de super produções à filmes alternativos. Veja, aqui, trechos de alguns filmes:


FAHRENHEIT 9/11
O diretor Michael Moore investiga como os EUA se tornaram alvo de terroristas em 11 de setembro de 2001, os paralelos entre as gerações da família Bush, que já comandaram o país, e ainda as relações entre George W. Bush e Osama Bin Laden.




11'09''01
Este filme é uma junção de onze curta-metragens de onze diretores de países diferentes, onde cada um expõe seus próprios pontos de vista sobre o atentado, abordando diversos aspectos dos ataques terroristas aos Estados Unidos, ocorridos em 11 de setembro de 2001.




WTC - POR TRÁS DO 11 DE SETEMBRO

Lançado em 2004, este filme, de Antonia Bird, mostra a vida e o pensamento das principais figuras do ataque de 11 de setembro. Baseado em pesquisas originais, explora forças sociais e religiosas que motivaram o ataque.




VÔO 93
Dirigido por Paul Greengrass, em 2006, "Vôo 93" é baseado em fatos reais, sobre o ataque terrorista de 11 de setembro de 2001. As famílias dos passageiros e tripulação do vôo ajudaram a produzir o filme e todo o elenco estudou a vida dos passageiros.




AS TORRES GÊMEAS (WORLD TRADE CENTER)
O longa, dirigido por Oliver Stone, conta a história, baseada em fatos reais, dos policiais John McLoughlin (Nicolas Cage) e Will Jimeno (Michael Pena), na manhã dos atentados de 11 de setembro em que eles ficaram presos sob os escombros.


Postado por Suelen Barboza